Tonanni

Viciado em instagram, sim. Sou viciado em instagram desde que a plataforma foi lançada. Acredito que por isso consegui tirar o melhor dessa ferramenta a meu favor, inclusive gerando receita ao trabalhar pra grandes celebridades, jogadores de futebol, agências e empresas de publicidade com todo meu know how.

Estar tão próximo ao instagram, trabalhando no meu branding pessoal e atendendo diversos clientes, fez com que eu ficasse paranóico a respeito das métricas, melhores práticas, design, hashtags, specs e API’s (se vc não sabe o que é isso, significa que é uma pessoal “normal” invejo você!).

Mas ao mesmo tempo que isso me trouxe muito retorno (até me colocando entre os grandes influencers de moda masculina do Brasil), o preço que paguei por isso foi alto pois meu comportamento em relação a essa ferramenta mudou completamente a minha convivência com as pessoas e amigos no “mundo real”

Começar um jantar parecia impossível se eu não tivesse a foto perfeita pra postar. Sair de casa sem registrar o “look do dia” fazia com que eu me atrasasse nos compromissos causando stress com o cliente, além de uma série de ítens que coloco agora pra vcs.

Cansei de contar as vezes que apaguei fotos legais do meu perfil pois o engajamento não estava indo bem. O que deveria ser algo gostoso, acabou se tornando uma escravidão. E o “1 post por dia” parecia ser o que guiava o meu dia-a-dia.

Fiz um exercício ficando 10 dias sem postar ABSOLUTAMENTE NADA no instagram e programando todo o conteúdo dos clientes e o resultado desse experimento eu compartilho com vcs agora. Mas antes de qualquer julgamento que esteja caindo sobre mim agora pense que a palavra VÍCIO é algum muito negativo e destrutivo, pois da mesma forma que ficar 10 dias sem fumar para quem é viciado em cigarro, tem o mesmo efeito em ficar 10 dias sem postar para um viciado em redes sociais.

Se vc se identificou com o que vou contar agora pra vc, saiba que não está sozinho e que assim como eu, está procurando uma forma de usar a ferramenta sem que ela te use. O que eu aprendi ficando 10 dias sem postar no instagram?

– Aprendi que não há necessidade de expor toda minha vida

– Aprendi que não preciso me vestir de acordo com o que esperam de mim para “manter uma imagem”, tenho que me vestir como eu quiser

– Aprendi que o número de likes não muda absolutamente nada no número que está marcado na minha conta bancária

– Aprendi que postar lindo maravilhoso quando realmente estou num bad day, fez com que eu me sentisse fake

– Aprendi que usar o telefone ao invés de mandar DM pelo instagram me aproximou das pessoas

– Aprendi que meu tempo ficou mais produtivo sem ter notificações no celular consumindo minha atenção

– Aprendi que as pessoas sentem minha falta no instagram, e que independente do que eu poste, continuo sendo um canal de comunicação pra quem gosta de mim

– Aprendi que nunca vou largar as redes sociais pq gosto de acompanhar a vida das pessoas, e que quero cada vez ser menos influenciado pelo que acontece no mundo virtual onde tudo parece perfeito.

Tonanni

Hoje é terça-feira! Dia de vídeo de “Os Caras da Web”!

Nesse episódio, convidamos a Naiumi Goldoni pra falar sobre aquele assunto… SOGRA! Na sua opinião, qual a hora certa de conhecer a sogra? Cada relacionamento tem uma dinâmica claro, mas todo mundo concorda que não da pra conhecer a sogra no primeiro mês de namoro né?

Se você ainda não conhece OS CARAS DA WEB, é um canal semanal no Youtube, onde toda terça-feira subimos um episódio novo falando sobre moda masculina, comportamento e lifestyle. O programa é apresentado pelo Bruno Acioli (O Hall), Ricardo Terrazo (Canal Masculino) e eu Tonanni do EstiloT! Qual tema você gostaria que a gente abordasse? Poste nos comentários do Youtube e se increva no nosso canal! Assim, você não vai perder nenhum vídeo.

Tonanni

Quando a estilista Coco Chanel criou roupas para mulheres baseadas no que os homens vestiam, na década de 20, mal imaginava que hoje o conceito de peças “sem gênero” seria tão discutido e apoiado.

Se você é mulher e gosta de usar camisetas, provavelmente já visitou a área masculina das lojas para ver se encontrava algo que lhe agradasse, não é? O mesmo para homens que compram calças skinny feitas – originalmente – para o público feminino.

Os consumidores da nova geração estão em busca de roupas que lhe agradam, independente se foram criadas para um gênero específico. Se gostou, qual o problema em levar pra casa e usar no dia a dia?

A moda sem gênero ficou mais forte em 2015 nas passarelas das semanas de moda. O desfile da Gucci assinado por Alessandro Michele com peças feitas tanto para homens e mulheres trouxe novos ares para o mercado. Com a iniciativa vieram Rick Owens, Alexandre Herchcovitch, Dudu Bertholini (já adepto ao ungendered) e outros estilistas que apostaram em um estilo sem regras.

Só que, aparentemente, algumas marcas estão abraçando a causa de uma maneira errada.

Todo o auê pra luta, mas as fotos de divulgação são mais do mesmo: mulheres vestido “roupas de mulheres” e homens com “roupas de homens”. É como se estivessem tentando colocar a ideia na prática, mas com medo de perderem vendas pela própria ousadia incentivada na campanha.

Criar roupas sem gênero não significa colocar uma cartela cinza e branco pra todas as peças. Assim como as mulheres, existem homens que também querem usar muitas cores, flores, bichinhos e frases meigas. Mesmo que as roupas sejam para todos – homens e mulheres – é preciso pensar que as modelagens podem ser diferentes. As mulheres querem usar o que tem no guarda-roupa masculino, porém tem que cair bem no corpo (e o mesmo pros homens).

Conheça abaixo 3 marcas de estilistas brasileiros que desenvolvem seu estilo/marca e acertam no conceito baseado no “ungendered”:

FCKT Felipe Fanaia Rober Dognani FelipeFanaiaRoberDognani

Texto: Nadia Schmidt – Huffpost Brasil (Brasilpost)

Tonanni
12345
Se inscreva no mailing!
Seja convidado pra eventos e receba atualizações!